terça-feira

AS CRÔNICAS DE BIANCA - ATAQUE AOS CANIBAIS

— Preciso que você resgate meu filho de uma tribo de canibais da floresta Caronte. Os canibais o capturaram acreditando que ele é a reencarnação de um Deus. Meu filho foi até a floresta para procurar por um magica signifer que controla o fogo, dizem as lendas que é muito poderoso, então ele foi até a floresta Caronte procurá-la, mas os canibais o encontraram primeiro. Eles pretendem comê-lo na lua nova. — pediu o lorde.
— Só que levarei três dias para chegar, no mesmo dia em que pretendem comê-lo.
— Mas você é minha única esperança. — suplicou o homem.
Ele pagaria um bom dinheiro por aquele trabalho. Então Bianca aceitou.

Os canibais prenderam o rapaz em uma gaiola feita de ossos, que tinha uma cobertura mágica que impedia que ele saísse entes do anoitecer.
Era impossível retirá-lo dali antes da cerimônia, então Bianca esperou a noite chegar.
Bianca possuía o dia inteiro pela frente, ela resolveu matar o tempo indo atrás do magica signifer, se ele era tão poderoso como diziam as lendas, então ela queria encontrá-lo.
Bianca foi até o rapaz e disse:
— Se você me dizer onde está o magica signifer que você estava procurando eu te tiro daí.
o rapaz não podia sair da gaiola mas podia falar, de inicio ele não acreditou muito nela, mas ela era a única chance dele sair vivo dali, ele não tinha muitas escolhas, e disse à Bianca onde estava o magica signifer, ele já havia pesquisado e descoberto onde o objeto estava, mais os canibais a idolatravam como um objeto sagrado dos deuses, e quando ele foi pegá-lo, os canibais concluíram que ele era o Deus deles.
Bianca foi até o lugar que o rapaz havia lhe indicado, ela não teve problemas, os canibais diminuíram em muito a segurança do santuário por estarem certos que como seu Deus estava entre eles ninguém se atreveria a roubar o artefato, ela não pensou duas vezes e roubou o objeto.
Ela esperou até que chegasse a hora do sacrifício. Os canibais fizeram um altar com uma grande fogueira para assar o rapaz, eles iriam levar o rapaz para o altar depois de passar por todos para que pudessem vê-lo, então arrancariam seu coração e depois assariam sua carne, eles o vestiram com roupas pomposas e muito ouro. Bianca esperou até a hora em que eles o deitassem no altar para arrancar o coração.
O sacerdote foi pegar a faca que devia estar dentro de uma pequena urna, ele abriu a urna e ela estava vazia, a faca já estava nas mãos de Bianca. O sacerdote se espantou.
Bianca sabia que era sua vez de agir, ela usou o magica signifer que controlava o fogo. Ela sugou todo o fogo da fogueira que estava bem atrás do altar, todos olharam espantados para ela.
Bianca não sabia exatamente o que fazer, lutar com aquele monte de guerreiros canibais ia demorar muito, então ela disse:
— Este homem é puro demais para vocês se alimentarem dele.
Os canibais ficaram chocados com a aparição dela, ela aproveitou a oportunidade e chamou seu Reitom, o pássaro apareceu rapidamente, ela agarrou o rapaz e levantaram vôo, alguns dos guerreiros menos ingênuos começaram a atirar flechas neles, ela liberou o fogo que a faca havia sugado, e isso os permitiu uma excelente fuga.
Bianca entregou o rapaz desmaiado ao pai, recebeu sua recompensa generosa e foi embora, com o magica signifer e todas as jóias que os canibais colocaram no rapaz.

segunda-feira

AS CRÔNICAS DE PERCY - O CIGANO

     Percy estava voando em seu elefante quando algo o atingiu, era uma maça, ele olhou para baixo, de onde provavelmente a fruta poderia ter vindo, ele sobrevoava uma aldeia onde soldados cobravam impostos da população. Percy pousou próximo da aldeia e foi ate onde a briga estava acontecendo.
    — O senhor não pode levar nossa comida, nós iremos morrer de fome. — pedia um aldeão.
    Os soldados estavam confiscando tudo que as pessoas daquela aldeia tinham de valor, e dos mais pobres os soldados estavam pegando os alimentos.
    Percy já sabia do que se tratava só de olhar, os soldados de Colman estavam se divertindo com aquelas pessoas, tirando delas tudo que tinham.
    Percy ouviu uma criança chorando e foi até ela para saber do que se tratava. Um menino de dez anos de idade estava sendo espancado por dois soldados. A criança segurava uma cesta de frutas que os soldados queriam.
    O menino caiu deixando e a cesta rolou, um dos soldados continuou a bater na criança, enquanto o outro foi até a cesta, jogou as frutas no chão e rindo, começou a pisar nelas. A criança chorava, mas não por causa da surra, e sim por causa das frutas, que era tudo que tinha para comer.
    Percy não pensou duas vezes, havia uma bolsa de couro pendurada no elefante, ele retirou um bastão dela, o bastão se transformou em uma espada, com a espada em mãos, ele partiu para cima dos soldados, que foram pegos de surpresa.
    O primeiro a ser atingido pela espada foi o covarde que batia na criança, a espada de Percy arrancou-lhe o braço esquerdo, o que o fez gritar.
    Alerta por causa do grito, o outro soldado desembainhou sua espada e foi para cima de Percy, mas não teve a mesma sorte que seu parceiro. O golpe de Percy o atravessou retirando-lhe a vida.
    O soldado que havia perdido o braço recuperou-se da surpresa, desembainhou sua espada e atacou Percy. Mas antes de atacar ele assoou a trombeta, que avisou seus comparsas.
    Percy foi rápido, poupando maior sofrimento do soldado, com um único golpe, retirou-lhe a vida.
    Percy estendeu a mão para o garoto.
    — Vamos rapaz, levante-se.
    O garoto com a mão tremula, enxugou as lágrimas, num pulo, levantou-se e começou a catar as frutas pisoteadas. Mas ele foi novamente interrompido pelo mutirão de soldadas que apareceram. Todos estavam com espadas em punhos, eram dezenas. O garoto jogou suas frutas no chão e coreu como nunca havia corrido antes.
    O soldado que vinha à frente, ao ver seus parceiros mutilados no chão exclamou.
    Seu miserável, como pode fazer isso com eles, você vai se arrepender. — e com sua espada em mãos atacou Percy.
    Percy não foi menos lento e com um único golpe, decapitou o soldado.
    Os olhos dos outros brilharam de medo, provavelmente aquele soldado era um bom guerreiro. Um dentre eles reconheceu Percy.
    — Salve-se quem poder é o CIGANO. — e no mesmo momento começou a correr, com muito mais medo que o garoto que a pouco havia fugido.
    Os soldados atacaram Percy ao mesmo tempo. Foi um verdadeiro massacre, em instantes Percy havia dizimado a metade deles.
    O fujão voltou, e com ele vinha um soldado de armadura vermelha, era um soldado Jadu.
    O homem segurava uma clava. Percy ao ver a arma deu um sorriso, ele estava interessado no magica signifer do homem.
    O soldado avançou contra Percy, ele golpeou o chão que se rachou, Percy pulou para não ser engolido pela cratera.
    — Interessante, mas não é o suficiente.
    Ao terminar de falar Percy atacou o soldado, mas antes de sua espada alcançá-lo o soldado golpeou novamente o chão, e outro buraco se abriu, desta vez Percy não conseguiu pular, mas seu elefante o pegou antes que caísse. O elefante pousou, Percy pulo e correu em direção ao homem.
    O soldado novamente golpeou o chão com sua clava, mas Percy foi mais rapido arrancando-lhe o braço que segurava o magica signifer,  e em seu segundo golpe foi a cabeça do soldado que rolou.
    Ao verem a cena os outros soldados correram apavorados, deixando tudo que haviam roubado.
    Percy foi procurar o garoto, o encontrou com uma menininha de cinco anos. Percy retirou duas amarieiras de sua bolsa e deu as frutas aos irmãos. As crianças famintas devoraram as frutas em instantes, os ferimentos do garoto logo se cicatrizaram graças a fruta.
    As crianças deram um abraço apertado de agradecimento em Percy.
    Percy deu para as crianças maças que levava consigo na viagem. E após os agradecimentos do povo daquela aldeia, ele seguiu viagem.
    — Esses malditos continuam atacando pessoas inocentes, mas isso já já chegará ao fim.